Mapeando o autoconceito profissional de pesquisadores em Ensino: uma Análise de Classificação Hierárquica Descendente
DOI:
https://doi.org/10.22600/1518-8795.ienci/2026v31n1p139Palavras-chave:
Percepção sobre o trabalho, Área 46, Ambiente acadêmico, Pesquisadores brasileirosResumo
Neste trabalho, investigamos os pesquisadores que compõem a área de Ensino da CAPES (área 46), por meio da lente teórica do autoconceito. Atualmente, essa área de pesquisa no Brasil reúne profissionais de diversos campos, o que a torna plural, multifacetada e, por vezes, controversa. Para tanto, utilizamos um instrumento previamente validado baseado no modelo integrativo de L’Écuyer para identificar quais aspectos do autoconceito geral dos pesquisadores se relacionam com sua atuação na área e como se dá essa relação quando ela ocorre. Essa delimitação tem como objetivo a proposição do autoconceito profissional de pesquisadores em Ensino. Participaram da pesquisa vinte e dois pesquisadores de todas as regiões do país. A análise dos dados foi realizada a partir do software Iramuteq. A partir da Análise de Classificação hierárquica descendente, o conteúdo do discurso foi segmentado em seis classes semânticas distintas, que foram nomeadas: Atividades, Relações Interpessoais, Ajustamento, Status, Características Pessoais, e Competência. Os resultados corroboram nossa hipótese inicial de que o autoconceito profissional de pesquisadores em Ensino ultrapassa a dimensão de execução de tarefas, como em outros autoconceitos profissionais e se aproxima de uma atuação integral na qual não há uma delimitação nítida entre visões pessoais e profissionais.Referências
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