Sistema de Representações Sociais partilhado por professores de Química acerca da experimentação e da profissionalidade
DOI:
https://doi.org/10.22600/1518-8795.ienci/2026v31n2p490Palavras-chave:
Atividades Experimentais, Teoria das Representações Sociais, Sistema de Representações Sociais, Ensino de Química, Profissionalidade docenteResumo
Este artigo comunica os resultados de um estudo com 91 professores de Química da rede pública paulista. Averiguou-se se experimentação e profissionalidade são objetos de Representação Social (RS) para este grupo, na perspectiva de um sistema representacional. O estudo fundamenta-se na corrente estruturalista da Teoria das RS. A partir da técnica de associação livre de palavras, as informações foram tratadas por softwares computacionais, com base nas análises de Vergès, de Similitude, de Conteúdo e de Classificação Hierárquica Descendente. Os resultados mostram que a RS sobre “experimentação” é estruturada em torno dos termos “teste”, “experimento” e “investigação”, enquanto a RS sobre profissionalidade é mediada por “experimento”, “laboratório”, “conhecimento” e “amor”, permitindo identificar, para este grupo, que aspectos das atividades experimentais são uma especificidade da Docência em Química. A análise dos significados compreendeu as dimensões dos conhecimentos específicos da Química, dos conhecimentos didático-pedagógicos, das relações afetivas, de uma suposta vocação, da formação contínua, das circunstâncias de exercício profissional e das relações de gênero na profissão. Concluímos haver fragilidades no percurso formativo destes docentes, por compreensões tais como: a do professor conteudista e o papel reprodutivista da experimentação.Referências
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