Mapeamento de habilidades dos estudantes em práticas experimentais tradicionais e investigativas sobre pêndulo simples

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22600/1518-8795.ienci/2026v31n2p141

Palavras-chave:

Habilidades, Práticas experimentais investigativas, Práticas experimentais tradicionais

Resumo

Reportamos um estudo sobre as habilidades empregadas por estudantes do Ensino Médio ao realizarem uma prática experimental sobre o conteúdo de Pêndulo Simples, por meio de procedimentos usuais (práticas experimentais tradicionais) e desafios (práticas experimentais investigativas). Identificamos, no geral, a habilidade procedimental nos dois tipos de tarefas e a habilidade interpretativa somente para a prática experimental investigativa. As habilidades procedimentais foram classificadas de acordo com o tipo de ação realizada: Executar Medidas (EXM), Fazer Cálculo de Médias (FCM), Aplicar Regras Matemáticas (ARM) e Resolver Equações Matemáticas (EQM). A habilidade interpretativa, foi explicitada somente enquanto Verificação da Resposta Encontrada (VRE). Essa taxonomia foi utilizada para avaliar as habilidades empregadas nas tarefas, que foram pareadas, ou seja, os estudantes fizeram práticas experimentais semelhantes em relação ao conteúdo. Como resultado, verificamos que, na prática mais usual, houve maior mobilização das habilidades EXM, FCM e ARM e, na investigativa, EQM e VRE. Ainda que convergindo, em termos de temas e conceitos demandados, habilidades diferentes foram mobilizadas. Esse resultado reafirma, empiricamente, a influência do formato das abordagens metodológicas e do design instrucional na aprendizagem. A implicação dos achados reverbera na elaboração e aplicação de abordagens de ensino que alcance os mais diversos objetivos de ensino.

Biografia do Autor

  • Amanda Amantes, Universidade Federal da Bahia - UFBA
    É professora associada do Instituto de Física da Universidade Federal da Bahia, departamento de Física do Estado Sólido. Licenciada em Física, Especialista em Ensino de Ciências, Mestre e Doutora em Educação, pela Universidade Federal de Minas Gerais. Realizou Pós Doutorado em Neurociência na Universidad de Granada, Espanha, onde desenvolveu pesquisa sobre memória de trabalho e Carga Cognitiva. Atuou como professora de Ensino Médio na rede privada e nas redes públicas (municipal, estadual e federal). Atualmente é docente do curso de graduação, licenciatura e bacharelado em Física e do Programa de Pós Graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências. É uma das das líderes do Laboratório de Metodologia e Pesquisa Mista em Ensino de Ciências (LAMPMEC) e desenvolve pesquisas interdisciplinares que envolvem educação, psicologia e neurociência, atuando também na formação de professores através de programas institucionais. Seus objetos de estudos têm enfoque no desenvolvimento cognitivo, o que subsidia a interpretação sobre processos de aprendizagem, avaliação, ensino e comportamento. Desenvolve projetos na área de ensino relacionados a design de ambientes educativos, produção de materiais didáticos, jogos didáticos virtuais e materiais. Do ponto de vista metodológico emprega métodos qualitativos e quantitativos de análise, tendo como aporte teorias que levam em consideração a complexidade hierárquica de traços latentes e modelagem de dados, utilizando estatísticas clássicas, teoria de resposta ao item e modelagem Rasch.

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Publicado

2026-06-26

Como Citar

Porto, S. C. C. ., & Amantes, A. (2026). Mapeamento de habilidades dos estudantes em práticas experimentais tradicionais e investigativas sobre pêndulo simples. Investigações Em Ensino De Ciências, 31(2), 141-160. https://doi.org/10.22600/1518-8795.ienci/2026v31n2p141