Extensão universitária com atividades experimentais à luz dos pensamentos de Freire e Morin: uma perspectiva teórica da alfabetização científica crítica
DOI:
https://doi.org/10.22600/1518-8795.ienci/2026v31n2p655Palavras-chave:
Atividades experimentais, Extensão Universitária, Alfabetização científica crítica, Práxis Freireana, Pensamento ComplexoResumo
O presente estudo, de natureza teórica, analisa as contribuições de Paulo Freire e Edgar Morin para a construção de Atividades Experimentais (AE) alinhadas às demandas da sociedade contemporânea, considerando a extensão universitária como espaço privilegiado de formação crítica. Fundamentado em uma revisão de literatura narrativa, o texto problematiza a permanência de AE estruturadas por roteiros fechados voltados à comprovação de teorias, associadas ao paradigma simplificador e à educação bancária. Em diálogo com a práxis freireana, o pensamento complexo moriniano e estudos sobre experimentação no ensino de Ciências, propõem-se a ressignificação das AE como espaços dialógicos, investigativos e contextualizados, capazes de favorecer a superação da consciência ingênua em direção à consciência crítica. Discutem-se diferentes visões de alfabetização científica e suas implicações para a organização das AE. No horizonte teórico assumido neste estudo, compreende-se que a extensão pode constituir uma via de mão dupla entre universidade, escola e comunidade, que fortalece a formação docente, potencializa uma AC comprometida com a leitura crítica da realidade e impulsiona transformações institucionais e sociais. Sustenta-se, como implicação teórica deste estudo, que a transformação das AE para o ensino de Ciências exige, simultaneamente, a transformação das concepções epistemológicas, das práticas pedagógicas e das instituições formadoras.Referências
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