As infeções sexualmente transmissíveis na educação em biologia e sexual emancipatória: Transição necessária do medo aos direitos
DOI:
https://doi.org/10.22600/1518-8795.ienci/2026v31n2p632Palavras-chave:
Diversidade sexual, Ensino de Biologia, Gênero, HIV, Pedagogia do medoResumo
As infeções sexualmente transmissíveis (ISTs) na espécie humana são uma realidade social que transcende elementos biológicos e médicos, perpassando questões políticas, culturais e subjetivas. Sua abordagem costuma estar restringida à disciplina escolar de ciências e biologia na educação básica. Considerando essa realidade, o propósito do trabalho consiste em construir reflexões sobre outras possíveis abordagens para as ISTs na perspectiva da interface educação em biologia, educação sexual e emancipação. Inicialmente, problematizamos as limitações de abordagens das ISTs fundamentadas no medo, o moralismo, a linguagem bélica para com outros microrganismos e a noção de corpo máquina produtivo. Seguidamente, partindo de uma perspectiva teórica freireana, discutimos implicações da categoria teórica de emancipação na educação para a interface educação em biologia e educação sexual. Dessa maneira, quatro possibilidades temáticas são apresentadas para abordar as ISTs na educação básica desde uma educação em biologia e sexual emancipatória, sendo: a) direitos das pessoas que vivem com uma IST, b) políticas públicas e sistemas de saúde, c) o estudo crítico das diversas opressões e d) o a relação entre prazer, autocuidado, prevenção e prazer. Consideramos que, em meio à ascensão de movimentos conservadores e de censura na escola, uma educação em biologia e sexual emancipatória, percebida como direito inegociável nas escolas, é necessária.Referências
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