Do erro à criação: a experimentação como caminho avaliativo na Educação Química
From mistake to creation: experimentation as an evaluative path in Chemical Education
DOI:
https://doi.org/10.22600/1518-8795.ienci/2026v31n2p575Palavras-chave:
Análise Textual Discursiva, Avaliação, Educação em Ciências, Experimentação como avaliação, Formação inicial de professoresResumo
A experimentação incorpora uma figura de destaque na Educação em Ciências, no que tange aos cursos de formação de professores é recorrentemente mencionada como um dos aspectos que atrai os licenciandos e potencializa o processo de escolha pelo campo. Entretanto, a avaliação não assume o centro das atenções, frequentemente materializa experiências de frustração, ansiedade e medo. Perante esse cenário, nos desafiamos a compreender os limites e potencialidades da experimentação enquanto possibilidade de avaliação no processo de vir-a-ser professor de Química. Nesse ínterim, desenvolvemos uma investigação qualitativa, ancorada nos pressupostos teórico/metodológicos da ATD, assumindo como material empírico relatórios de Estágio. O estudo revelou uma tensão entre visões tradicionais e contemporâneas, nas quais a experimentação aparece ora como ferramenta ilustrativa, ora como estratégia pedagógica crítica/formativa. Do processo de análise emergiram três pistas: i) ressignificação da avaliação como engenho formativo, destacando a experimentação como alternativa à prova escrita, com ênfase em processos inclusivos/motivadores; ii) experimentação e avaliação através da contextualização, apontando limitações estruturais e epistemológicas que restringem as atividades dessa natureza; iii) experimentação como prática cidadã, que valoriza o vínculo entre ciência/contexto/formação. Compreendemos que os licenciandos demonstram abertura à experimentação como prática avaliativa, mas ainda enfrentam desafios curriculares/formativos/institucionais para concretizá-la de forma plena/emancipadora.Referências
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