Formação continuada e ensino por investigação: uma via à introdução de temas de Ciências nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental
DOI:
https://doi.org/10.22600/1518-8795.ienci/2026v31n2p471Palabras clave:
Formação de professores, Formação continuada, Anos iniciais do ensino fundamental, Ensino por investigaçãoResumen
Este artigo apresenta um estudo realizado no âmbito de uma investigação mais abrangente, uma tese de doutorado, com foco na formação continuada de professores dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, como forma de capacitá-los ao ensino de temas Ciências, em particular de conceitos físicos e à introdução de atividades investigativas em suas aulas. A formação discutiu também a Base Nacional Comum Curricular, visando alcançar uma interpretação crítico-reflexiva e o desenvolvimento de um professor reflexivo, na acepção de Contreras (2002). As ideias de Contreras foram tomadas como referencial teórico. A estratégia pedagógico-metodológica tomou por base a noção de alfabetização científica e de ensino por investigação na perspectiva de Sasseron (2008). A análise de falas, reflexões, atitudes e tarefas dos docentes revela a importância que a formação continuada desempenha para suprir lacunas de conteúdos, oferecer segurança e autonomia no planejamento de aulas de Ciências, e fomentar o uso do ensino por investigação junto a docentes dos Anos Iniciais.Referencias
Augusto, T. G. S.; Amaral, I. A. (2015) A formação de professoras para o ensino de ciências nas séries iniciais; análise dos efeitos de uma proposta inovadora. Ciência & Educação, 21(2), 493-509.
https://doi.org/10.1590/1516-731320150020014
Brasil (2018). Base Nacional Comum Curricular. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria da Educação Básica. Conselho Nacional da Educação. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso em: 09/jun/2025.
Cabral, L. M., & Jordão, R. S. (2020). Base Nacional Comum Curricular: Ciências e Multiculturalismo. Revista e-Curriculum, 18(1), 11-136. https://doi.org/10.23925/1809-3876.2020v18i1p111-136
Campos, B. S. et al. (2012). Física para crianças: abordando conceitos físicos a partir de situações problema. Revista Brasileira de Ensino de Física, 34(1), 1402. https://doi.org/10.1590/S1806-11172012000100013
Campos, R. S. P., & Campos, L. M. L. (2016). A formação do professor de ciências para os anos iniciais do ensino fundamental e a compreensão de saberes científicos. Amazônia Revista de Educação em Ciências e Matemática, 13(25), 135–146. http://dx.doi.org/10.18542/amazrecm.v13i25.3812
Contreras, J. (2002). Autonomia de Professores. Tradução de Sandra Trabucco Valenzuela. Cortez.
Costa, M. J. M.; Pereira, M. V. (2017). O ensino de Ciências Naturais nos anos iniciais do ensino fundamental: um olhar a partir dos docentes de uma escola da baixada fluminense do Rio de Janeiro. Interfaces da Educação, 8(24), 147–171. https://doi.org/10.26514/inter.v8i24.2123
Damasio, F., & Steffani, M. H. (2007). A física nas séries iniciais (2ª a 5ª) do ensino fundamental: desenvolvimento e aplicação de um programa visando a qualificação de professores. Revista Brasileira de Ensino de Física, 30(4), 89-94. https://doi.org/10.1590/S1806-11172008000400012
Dantas, C. R. S. (2017). Avaliação no ensino de ciências no Nível Fundamental: investigando orientações oficiais e práticas docentes, fazendo “escuta” e intervenções em escolas [Tese (Doutorado), Universidade Federal do Rio Grande do Sul]. http://hdl.handle.net/10183/172904
Dantas, C. R. S., & Massoni, N. T. (2022). Avaliação no Ensino de Ciências: práticas docentes e “escuta” a professores. Livraria da Física.
Elliott, J. (1990). La Investigación-ación em Educación. Morata.
Florêncio, P. C S., Melob, L. P., Barros, V. C. B. L., & Fireman, E. C. (2025). Iniciação a ciências na Educação Infantil: ar e vento em uma sequência de atividades investigativas. Revista de Estudios y Experiencias en Educación - REXE, 24(55), 26-42. https://doi.org/10.21703/rexe.v24i55.3057
Gonçalves, R. M., Machado, T. M. R., & Correia, M. J. N. (2020). A BNCC na contramão das demandas sociais: planejamento com e planejamento para. Revista Práxis Educacional, Vitória da Conquista, 16(38), 338-351. https://doi.org/10.22481/praxisedu.v16i38.6012
Hamburger, E. W. (2007). Apontamentos sobre o ensino de ciências nas séries escolares iniciais. Revista Estudos Avançados, 21(60), 93–104, 2007. https://doi.org/10.1590/S0103-40142007000200007
Larrosa, J. (2018). Esperando não se sabe o quê: sobre o ofício de professor. Editora Autêntica.
Lewin, K. (1978). Problemas de dinâmica de grupo. Cultrix.
Lima, G. K., Langhi, R., & Nascimento, W. E. (2025). Letramento Astronômico no ensino de Astronomia para crianças: uma constelação de significantes. Investigações em Ensino de Ciências, 30(2), 76-105. https://doi.org/10.22600/1518-8795.ienci/2025v30n2p76
Luckesi, C. C. (2011). Avaliação da Aprendizagem: componente do ato pedagógico. Cortez.
Moraes, R., & Galiazzi, M. C. (2007). Análise textual discursiva. Ed. Unijuí.
Magalhães Júnior, C. A. O.; Tomanik, E. A.; Caravalho, G. S. (2016). Análise da transposição didática na formação continuada sobre o meio ambiente de professores do ensino fundamental. Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências, 16(2), 237–256. https://periodicos.ufmg.br/index.php/rbpec/article/view/4374
Massoni, N. T., Alves-Brito, & Cunha. A. M. (2021). Referencial curricular gaúcho para o Ensino Médio de 2021: contexto de produção, ciências da natureza e questões étnico-raciais. Revista Educar Mais, 5(3), 583-605. https://doi.org/10.15536/reducarmais.5.2021.2405
Mozena, E. R., & Ostermann, F. (2016). Editorial: Sobre a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e o Ensino de Física. Caderno Brasileiro de Ensino de Física, 33, 327-332. http://dx.doi.org/10.5007/2175-7941.2016v33n2p327
Pereira, C. C., Pinheiro, J. U. & Feitosa, F. A.R (2019). A BNCC no descompasso entre o ideal de currículo formal e interposições do currículo real. Debates em Educação, 11(25), 344-364. https://doi.org/10.28998/2175-6600.2019v11n25p344-364
Perrenoud, P. (1999). Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagens – entre duas lógicas. Artmed.
Ramos, E. S. B.; Fosberg, M. C. S. (2019). Contribuições das estratégias metacognitivas para a formação de professores que ensinam ciências nos anos iniciais. Amazônia Revista de Educação em Ciências e Matemática, 15(34), 265–280. http://dx.doi.org/10.18542/amazrecm.v15i34.7298
Rodrigues, L. Z.; Pereira, B.; Mohr, A. (2020). O Documento “Proposta para Base Nacional Comum da Formação de Professores da Educação Básica” (BNFCP): Dez Razões para Temer e Contestar a BNCFP. Revista Brasileira de pesquisa em Educação em Ciências, 20, 1-39.
https://doi.org/10.28976/1984-2686rbpec2020u139
Rodrigues, M. A. T. (2022). Formação continuada de professores dos anos iniciais: problematizando a BNCC, utilizando o ensino por investigação na abordagem da ciência e para o desenvolvimento de intelectuais reflexivos [Tese (Doutorado), Universidade Federal do Rio Grande do Sul]. http://hdl.handle.net/10183/252788
Rosa, C. T. W.; Darroz, L. M.; Minosso, F. B. (2019). Alfabetização científica e ensino de ciências nos anos iniciais: concepções e ações dos professores. Revista Brasileira de Ensino de Ciência e Tecnologia, 12(1), 182-202. https://doi.org/10.3895/rbect.v12n1.7530
Sarmento, D. F., & Menegat, J. (2020). O currículo como dispositivo orientador dos processos de ensino e de aprendizagem no ensino fundamental. Interfaces da Educação, 11(32), 489-514. https://doi.org/10.26514/inter.v11i32.4012
Sasseron, L. H. (2008). Alfabetização Científica no Ensino Fundamental: estrutura e indicadores deste processo em sala de aula [Tese (Doutorado), Universidade de São Paulo]. https://repositorio.usp.br/item/002263232
Sasseron, L. H. (2018). Ensino de Ciências por Investigação e o desenvolvimento de Práticas: uma mirada para a Base Nacional Comum Curricular. Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências, 18(3), 1061-1085. https://doi.org/10.28976/1984-2686rbpec20181831061
Souza, R. A., Lanfranco, A. C. P. M., & Fortunato, I. (2020). Ensino de Física nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental: um estado do conhecimento. Revista Brasileira de Iniciação Científica (RBIC), 7(5), 42-57. https://periodicoscientificos.itp.ifsp.edu.br/index.php/rbic/article/view/58
Tarlau, R. Moeller, K. (2020). O Consenso por Filantropia: Como uma fundação privada estabeleceu a BNCC no Brasil. Currículo sem Fronteiras, 20(2), 553-603.
http://dx.doi.org/10.35786/1645-1384.v20.n2.11
Vieira, A. B., Hernandez-Piloto, S. S. F. H., & Ramos, I. O. (2019). Base Nacional Comum Curricular: tensões que atravessam a Educação Básica e a Educação Especial. Educação, 42(2), 351-360. https://doi.org/10.15448/1981-2582.2019.2.27599
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Marco Aurélio Torres Rodrigues, Neusa Teresinha Massoni

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial 4.0.
La IENCI es una revista de acceso libre (Open Access) y no hay cobro de ninguna tasa ya sea por el envío o procesamiento de los artículos. La revista adopta la definición de la Budapest Open Access Initiative (BOAI), es decir, los usuarios tienen el derecho de leer, descargar, copiar, distribuir, imprimir, buscar y hacer links directos a los textos completos de los artículos publicados en esta revista.
El autor responsable por el envío representa a todos los autores del trabajo y, al enviar este artículo para su publicación en la revista está garantizando que posee el permiso de todos para hacerlo. De igual manera, garantiza que el artículo no viola los derechos de autor y que no hay plagio en lugar alguno del trabajo. La revista no se responsabiliza de las opiniones emitidas en los artículos.
Todos los artículos de publican con la licencia Reconocimiento-NoComercial 4.0 Internacional (CC BY-NC 4.0). Los autores mantienen sus derechos de autor sobre sus producciones y deben ser contactados directamente en el caso de que hubiera interés en el uso comercial de su obra.